semana de 22 de fevereiro

1. NA TV

A semana de Conan O’Brien em Cuba, tremendamente promovida (TV, talk shows, jornais, online), finalmente estreou na segunda no TBS. Conan in Cuba  levou o apresentador até Havana para uma semana de late night show bem como matérias para a CNN. Foi divertido e audiência surpreendente: 2 milhões (três vezes maior que um dia normal). Os americanos estão fascinados com a possibilidade de ir a Cuba, o país-bicho-papão por 50 anos. E só a título de informação, antes de Jimmy Fallon,quem comandava o Tonight Show era Conan… quer dizer, por 7 meses, já que ele foi outra vítima do mismanagement da NBC com seus apresentadores — em 2010, Jeff Zucker resolveu fazer uma experiência em horário nobre e antecipou Jay Leno para a faixa de 10 da noite, Conan para o Tonight e Fallon para o Late NIght, mas Leno às 10 foi um fracasso e ele quis voltar para o TonightConan sobrou.

O fenômeno Empire na Fox cresceu pela 8ª semana consecutiva , mais 6%, e já é líder o da noite de quarta (para desespero de Modern Family, que vai ao ar na mesma hora): 5.7 de audiência, 16 share e 14.2 milhões.
A quinta foi forte na TV. Às 8, Big Bang Theory homenageou Leonard Nimoy, terminando o episódio com uma foto do ator e uma legenda escrita por Chuck Lorre que dizia “o impacto que você teve no nosso programa e nossas vidas vai durar para sempre”; depois às 9, Scandal botou o dedo na ferida aberta do país ao tratar de racismo e a violência da polícia. O episódio foi baseado nos eventos recentes onde adolescentes negros foram mortos por policiais brancos e o Tweeter quase explodiu.  Logo em seguida a ABC estreou American Crime, uma minissérie de 11 episódios escrita por John Ridley (vencedor do Oscar por 12 Years a Slave) que trata de racismo e injustiça social, ao retratar uma família depois de um assalto (onde um veterano de guerra é morto). Tem Felicity Huffman no elenco.
Big Bang fez 17.8 milhões; Scandal fez 9.6 milhões e American Crime ganhou sua faixa de horário com 8.4 milhões.
Na TV a cabo, Dig, a série de Gideon Raff (de Homeland) e Tim Kring (de Heroes) também estreou na quinta, mas que chamou a atenção pela nova estratégia de marketing do USA. Começou no  Comic-Con. no ano passado, com uma caça ao tesouro via Snapchat, que lançava o ícone Moriah (com o #DigDeeper). Depois vieram os teasers de 10″ no Natal, o aplicativo de realidade virtual DIG Decoder com prêmios, pré-estréia em VOD e em outros canais do grupo, uma instalação que fazia o ícone sangrar nas paredes de NY, um concurso no Today e  finalmente anúncios off air.
Uma surpresa de audiência foi o novo reality do WeTV, Sex Box, entre os homens: audiência masculina cresceu 119% nos 3 dias seguintes à estréia. Sex Box também é popular entre mulheres de 25-54, crescendo 39% no Live+3. No programa, casais resolvem seus problemas na cama (literalmente):

2. NOTICIAS

HBO está negociando com a Apple um acordo lançar seu serviço OTT em Abril, quando Game of Thrones volta ao ar. Vai se chamar  HBO Now, custar $15 dólares ao mês (bem mais que Netflix e Amazon) e  provavelmente disponível via Apple TV antes de 12 de Abril.

A NBC também anunicou um novo canal de comédia por assinatura para viver apenas online. Segundo o Wall Street Journal, o projeto está sendo desenvolvido por Evan Shapiro (ex-presidente do IFC e Sundance) e deve ter seu conteúdo ancorado por Jimmy Fallon e Saturday Night Live, mas também incluir conteúdo original. O objetivo é atingir a audiência mais jovem mas também monetizar conteúdo que não está dando nada para a NBC: segundo eles, 70% do conteúdo de Jimmy Fallon é visto online e compartilhado, mas não monetizado.
Numa conferencia de Telecom esta semana, o COO da Fox, Chase Carey, disse que sua empresa também vai oferecer seu serviço online direto ao consumidor, desde que não “canibalize nossas redes”. Outra vez, o objetivo é atingir os mais jovens. A TV tradicional, que cai 4% ao ano, no ano passado caiu 10% (o único canal pago que cresceu foi HGTV) e tem feito todas as empresas reagirem, com algum serviço para o millenial, que quer opções baratas e sem depender de pacotes.
Esta leitura é importante: http://adage.com/article/media/millennials-traditional-tv-watching-falls-faster/297456/?utm_source=Media&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+AdvertisingAge/Media&utm_reader=feedly

As redes de cinema estão se recusando a exibir Beasts of No Nation, o drama dirigido por Cary Fukunaga (de True Detective), porque a Netflix, que pagou $12 milhões por sua distribuição, resolveu lançá-lo simultaneamente nos cinemas e streaming. Mesmo que seja apenas em alguns cinemas — e para qualificar o filme ao Oscar do ano que vem — as redes estão exigindo que Netflix cumpra os 90 dias de primeira janela antes de home entertainment.

Numa aposta de como o jonalismo será consumido no futuro, CNN está considerando incluir anunciantes no scroll que corre no pé da tela com últimas noticias. Mais uma vez, o objetivo é a crescente geração que prefere consumir conteúdo em tablets e smartphones.  Segundo a CNN, esta decisão não fere a integridade da notícia, já que nas telas menores o logo do anunciante não é tão proeminente sobre a notícia e o argumento de não misturar conteúdo editorial com anunciantes tem tido várias exceções de sucesso recentes, principalmente nos jornalísticos da manhã: na MSNBC, o talkshow Morning Joe, expressão que significa “café da manhã”, usa os copos do Starbucks e tanto no Good Morning America (ABC), quanto Today (NBC) e New Day (CNN) o logo do anunciante aparece ao lado da temperatura/previsão do tempo.

Starbucks também resolveu dar um passo além do café e vai investir em mídia, criando conteúdo que tenha “impacto social”. Storytelling é realmente the new black:… Serão na maioria documentários que visam “melhorar o mundo através de histórias criativas”, o primeiro deles sendo sobre veteranos de guerra. Rajiv Chandrasekaran, do Washington Post, está deixando o jornal para cuidar da nova empresa do Starbucks, que é uma iniciativa pessoal do CEO Howard Schulz.Oprah Winfrey e seu Harpo Studios estão de mudança para Hollywood. Há 26 anos em Chicago, até o fim do ano o OWN estará em Los Angeles com toda sua equipe executiva. Outros 200 terão suas posições eliminadas. Há três anos, o canal mostra crescimento de audiência (12% este entre mulheres negras) e está em 20ª posição no ranking entre mulheres 18-49.

Kade Middleton, grávida de 8 meses, vai visitar Downton Abbey nesta quinta. E como boa “princesa do povo”, ao invés do castelo Highclare, Kate vai à cozinha e os aposentos dos empregados, que estão sendo filmados no Ealing Studios. E com o fim da 5ª temporada no domingo passado, NYTimes voltou a publicar a ótima linha do tempo de fatos históricos de Downton,agora atualizada: http://www.nytimes.com/interactive/2014/12/31/arts/television/12312015_DowntonAbbey-timeline.html?ref=television#/#time357_10561

Esta campanha é ótima e foi lançada pelo YouTube em homenagem ao dia internacional da mulher, são conselhos de mulheres para versões de si mesma mais jovens. Chama-se #Dear Me e aqui vai uma compilação:http://www.youtube.com/watch?v=AbqT_ubkT0Y

3. OUTROS

Na Fast Company deste mês, previsões de como será o marketing em 2020: http://www.fastcocreate.com/3043109/sector-forecasting/25-predictions-for-what-marketing-will-look-like-in-202

Abertura gráfica de Odd Couple, o remake da CBS com Matthew Perry, é super moderna para a CBS…. A série é multicamera, humor fácil, está indo muito bem: https://vimeo.com/120511929
Considerada “rede de velhos”, por causa da idade avançada de seus especatadores, a CBS aos poucos está conseguindo rejuvenescer a audiência. Levou 10 anos, mas está indo. Esta análise é do The Wrap:

http://www.thewrap.com/cbs-network-courts-young-viewers/

A maneira de conversar com millennials é autenticidade, que parece ser a única coisa que compram com facilidade. Uma pesquisa da Defy Media  indica que os 13-24 anos veem mais conteúdo gratuito online (11.3 horas semanais) do que na TV (8 horas semanais) porque se relacionam mais com o que vem no YouTube do que qualquer canal oferece. Quando perguntados porque, eles indicam que o conteúdo online faz com que se sintam melhores sobre eles mesmos (62% online contra 40% TV) e que o conteúdo online é mais acessível (67% online vs. 41% TV): http://variety.com/2015/digital/news/millennials-find-youtube-content-more-entertaining-relatable-than-tv-study-1201445092/