semana de 1º de novembro

NA TV

A série de culinária que encantou os ingleses e que tem um ritmo oposto a todas as competições que vemos na TV, The Great British Bake Off, ganhou um “primo” que está tendo o mesmo resultado: The Great Pottery Throw Down. Sai o açucar, entra a argila.  E 10 ceramistas demonstram todas as suas habilidades no forno com potes de cerâmica para impressionar os juízes.  The Great British Bake Off, terminou a semana passada na BBC e foi o programa mais visto do ano. The Great Pottery Throw Down fez “apenas” 1.9 milhões, baixo em relação ao programa de culinária, mas é uma virada interessante.

Na segunda, a NBC começou a promover seu evento musical anual ao vivo, este ano com The Wiz (O Mágico de Oz). No novo promo, a revelação de alguns nomes do elenco: David Alan Grier, Ne-Yo, Uzo Aduba, Elijah Kelley e outros.

A ABC teve um aumento na sua audiência esta semana graças à transmissão do CMA Awards, prêmio de música country, na quarta: 13. 5 milhões. A notícia de que os coaches do The Voice, Blake Shelton e Gwen Stefani estão ‘namorando’ foi o grande assunto do prêmio, antes, durante e depois (notícia que tem toda cara de marketing do The Voice, que anda ficando em nº2 no ranking da terça-feira….). Graças ao evento, Empire voltou a cair um pouco.

No domingo, Homeland teve um episódio totalmente em estilo noir — muitas cenas à noite, efeitos de luz chiaro-oscuro, investigadores perturbados, cenas dentro de carros e uma femme fatale que trai o protagonista — e com o divertido título de “Better Call Saul”.

A Burberry está chamando atenção mais uma vez com sua campanha de Natal, protagonizada por uma lista de celebridades pulando felizes num filme que homenageia os 15 anos de Billy Elliott. O protagonista da campanha é Romeo Beckham (filho de Beckham e Posh) e no filme ainda vemos Michelle Dockery (Lady Mary de Downton),  Sir Elton John, James Corden, Naomi Campbell, a modelo Rosie Huntington-Whiteley, James Bay, Julie Walters (que protagonizou Billy Elliot há 15 anos) e outros.

NOTICIAS

Disney é o mais recente gigante de mídia a investir no Vice. Segundo o Financial Times, eles estão entrando com mais U$200 milhões de dólares, juntando-se a 21st Century Fox, A+E e os investidores Technology Crossover Ventures, para financiar a expansão da marca, que já domina o universo masculino jovem (150 milhões de espectaores, segundo eles mesmos), com seus documentários e notícias “radicais”. Se na semana passada eles falavam do lançamento de canais de TV na Europa, nesta eles confirmaram o lançamento de um canal a cabo nos EUA no dia 29 de Fevereiro de 2016, mais especificamente o History2 do A+E. Vai se chamar Viceland e tem Spike Jonze como diretor criativo.

Esta notícia é importante porque em meio  tantos anúncios de mudanças na TV,  cord-cuttings e o “fim da televisão”,  Vice (Shane Smith, seu criador) está indo no sentido oposto: para a TV. E feliz. Shane entendeu a indústria: tudo o que precisa fazer  é ter excelente conteúdo e torná-lo disponível em qualquer plataforma, para qualquer um ter acesso. Todos estes “revolucionários digitais” Google, Apple, Facebook e Buzzfeed querem o mesmo, isto é, ir para a TV. Como o autor Michael Wolff argumenta em seu livro Television is the New Television, só o que o espectador quer “conteúdo inteligente, bem escrito, bem executado, bem estruturado e bem produzido.”

Jon Stewart acertou com a HBO um contrato de quatro anos para produzir conteúdo para suas plataformas digitias, com first look para projetos de TV e cinema. O primeiro projeto será trabalhar com uma empresa que faz rendering usando a nuvem para oferecer resultados em tempo real (OTOY) num vídeo para o HBO Now.

Da incansável Dove, mais uma investida em causas femininas: emojis. Apesar de emojis doveexistirem milhares deles, uma pesquisa da Unilever descobriu que todos emojis de carinhas tem  cabelo liso. Assim, a Dove resolveu preencher esta lacuna e –também para promover sua linha Dove Quench, criada para mulheres de cabelo encaracolado–  está lançando o teclado de emojis Dove Loves Your Curls.

DESENVOLVIMENTO

O bailarino e coreógrafo Adam Shankman vai adaptar o clássico The Nutcracker para a TV. Será um telefilme de 2 horas, baseado no balé de Tchaikovsky. Será produzido pela Warner para a NBC e deve ser uma versão mais contemporânea, com os protagonistas sendo dois ex-estudantes colegiais que lutam contra o crime em NY.

Jim Parsons é mais um ator de Big Bang Theory que também vai desenvolver para a CBS, uma comédia sobre uma mulher de 40 anos, otimista e ligada à família, que mora toda no mesmo prédio, que resolve ser mãe solteira. Ela descobre, claro, que a família toda vai precisar se envolver na educação da criança.  É baseado em um livro de título interessante, Apron Anxiety: My Messy Affairs In And Out Of The Kitchen de Alyssa Shelasky (Ansiedade com o Avental: complicacões dentro e fora da cozinha).

A Scott Free é uma das melhores e amiores produtoras de ficção por aqui, que existe há 14 anos e está com cinco séries no ar (entre elas, The Good Wife). Eles acabaram de renovar com a CBS TV Studios e já venderam três séries (CBS) para o ano que vem: um drama baseado na vida da advogada/comentarista legal Sunny Hostin; um drama médico chamado Sensory, baseado na vida do Dr. Joel Salinas, capaz de sentir o mesmo que seus pacientes estão sentindo,  e a comédia Rubber Guns, sobre quatro policiais que solucionam o caso do assassinato de seu terapeuta e passam a trabalhar juntos. Em desenvolvimento ainda estão: Jean Claude Van Johnson, uma comédia com Jean Claude Van Damme, que começa a operar com o pseudônimo de Johnson como o mais perigoso mestre de obras do mundo.

ABC Familiy, que será #Freeform a partir de janeiro, está desenvolvendo Guilt, um thriller romanceado sobre uma americana em Londres que se torna suspeita do assassinato de sua roommate. Ao longo da investigação os tabloides britânicos questionam se ela é uma inocente injustiçada ou uma sociopata assassina (bem como o caso de Amanda Knox na Italia).

Da CBSTVStudios para a ABC vem uma nova comédia de Dan Bucatinsky e Lisa Kudrow sobre quatro amigas que ao chegar aos 40 querem superar o sentimento de ter perdido tempo na vida e se tornarem “visiveis”.

The Interestings, o best seller de Meg Wollitzer sobre um grupo de amigos que se encontra aos 15 anos e as três décadas depois disso, vai virar piloto da Amazon produzido pela Sony.

ANALISE

Bravo é um canal sempre on brand,  a gente sempre sabe quando está vendo, sempre pelo conteúdo original e upscale de lifestyle (todos realities e duas ficções) centrados em moda, beleza, comida, design e cultura pop e digital.   Agora com audiência significativa — Real Housewives de Orange County conseguiu os números mais altos de sua história na segunda passada, 2.7 milhões, e Below the Deck está fazendo 2 milhões — e estreando mais um reality sobre o luxo, Après Ski, o Daily Beast faz uma análise interessante sobre como o canal contrasta o próprio conceito de “reality”.

O marketing de Après Ski está bem interessante: além dos sites especializados em turismo na neve (Jetsetter), um concurso/viagem com o Twitter, um cocktail com tema inverno em NY,  episódios no Facebook e Shazzam, o Bravo resolveu arriscar (muito) e pela primeira vez patrocinou um post de um “crítico alternativo” no Buzzfeed. Toda quarta, Matt Belassai (Buzzfeed)  lança um novo vídeo de sua websérie no Facebook onde ele reclama de coisas na TV e cinema e fica bêbado. O quadro se chama, Whine About It, que também teve pela primeira vez um vídeo patrocinado.

Para ralentar o crescimento da Netflix, os estúdios, a começar pela Warner e Fox, estão reavaliando seus planos de negócios e considerando atrasar o licensiamento da janela de SVOD. Análise do recode.

Diminuir o número de episódios é a nova expressão para dizer que a série vai ser cancelada. É o que está acontecendo com Blood & Oil, The Player, Minority Report e Truth Be Told.  Análise do Hollywood Reporter.