semana de 15 de novembro

NA TV
Paris foi assunto predominante de todos os jornalísticos, talk shows e late night shows desde a noite do ataque na sexta 13. Só na sexta, a audiência da Fox News, CNN e MSNBC subiu 153%  (em números totais, a Fox News teve 4.4 milhões, a CNN 3.2 e MSNBC 1.2).  Muito já se falou e compartilhou, mas deixo este parágrafo só para fins de categorização: SNL abriu com monólogo especial com Cecily Strong em francês, John Oliver foi genial, Colbert, brilhante, Jimmy Fallon e Seth Meyers mais contidos.

Na guerra das manhãs, só com a terça feira do Today,  a NBC jogou um balde de agua fria na comemoração dos 40 anos do GMA: Charlie Sheen anunciou que é soropositivo para Matt Lauer, Adele lançou novo vídeo e álbum e Justin Bieber fez um show ao vivo (competindo com One Direction, que era a grande atração do GMA). GMA tinha anunciado o live streaming de 40 horas com fanfarra, mas diante da atualidade do Today, nem é preciso checar a audiência – mas entre Bieber vs One Direction, ganhou Bieber.

Na quarta, Empire integrou Pepsi na trama de forma supernatural, criando uma trama para um dos filhos de Luscious, Jamal, um artista em ascenção que a Pepsi convida para protagonizar uma campanha (mas com uns obstáculos dando à trama três episódios do assunto). Independente do fato da história estar chatíssima, Empire ainda tem um share significativo no target que importa ao anunciante (18-49), a integração (paga) foi ótima.

Uma série que está crescendo semana a semana é The Affair (Showtime). É uma das que praticamente drobra com o delayed viewing de Live+3 e chegou a passar Homeland entre Adultos 18-34 esta semana. Homeland continua ótimo e está fazendo 2.2 milhões por semana. The Affair evoluiu seu formato “ele disse-ela disse” para o ponto de vista dos conjuges também.

Bravo teve um recorde de audiência no domingo passado às 8 da noite, com a estréia de mais um Real Housewives de Atlanta (3.69 milhões), liderando a TV paga.

 

OUTRAS PLATAFORMAS

Em homenagem ao dia consciência negra, vai um vídeo viral que está virando case study da NPR e Forbes. No fim de semana passado, um sujeito chamado James Wright comprou uma torta Patti LaBelle no Walmart  e fez um vídeo comentando “a experiência”. No fim de semana, o vídeo se espalhou feito labareda, incendiou o twitter e foi visto 8.5 milhões de vezes. Resultado: venderam-se todas as tortas Patti LaBelle no pais inteiro, criando-se até um mercado negro no Ebay (custavam $3.98 e agora no Ebay,  $40 ou mais). Patti agradeceu a James e ainda fez uma supresa aos apresentadores do Today Show na sexta, aparecendo ao vivo (com uma torta) ao noticiarem o caso.

Também na semana passada, o YouTube lançou seu aplicativo de música, YouTube Music. Diferente de Spotify, Apple Music ou Google Play Music, YouTube Music deixa o usuário descobrir músicas e artistas sozinho — e imediatamente disponibiliza um playlist de tudo que tem sobre aquele artista (e são mais de 30 milhões de vídeos). O aplicativo é de graça, mas só está disponível nos EUA por enquanto.

Smithsonian, um canal que vocês estavam de olho, está disponível OTT com conteúdo original. Chama-se Smithsonian Earth e custa 3.99 no Roku e Apple TV. Univision também entrou neste bonde e agora oferece Univision Now, com conteúdo da Univision e UniMás por $5.99 por mês (ou $59.99 por ano).

Uma pesquisa da Clearleap indica que a penetração do streaming está tecnicamente igual a da TV a cabo: 71 e 78% (do grupo pesquisado). E quem lidera esta mudança, claro, são os millenials. Entre o grupo de 18-29 anos, 70% usam o streaming, enquanto que apenas 64% usa a TV a cabo. Netflix continua sendo a companhia preferida, acima de Amazon ou Hulu. Mais dados da Clearleap, aqui.

Na mesma semana que a Fox anuncia que não vai mais divulgar resultados da audiência ao vivo, a NCTA divulgou  um vídeo que fala sobre o futuro da TV: aplicativos. O vídeo é animado e um pouco educativo (ilustrando o consumo de TV com aplicativos, de forma semelhante ao mais recente Apple TV). O site tem dados (números) curiosos.

Duas entrevistas interessantes:

Cindy Holland é quem dá o sinal verde para as histórias da Netflix, onde trabalha há 13 anos. É um nome relativamente novo em Hollywood (como Ted Sarandos), mas desde House of Cards, dos mais importantes.  A última frase dela serviria bem aos produtores que apresentam projetos para vocês…cotd-111615

Mark Zuckerberg em entrevista à Fast Co. fala sobre o futuro, de Inteligência Artificial a Realidade Virtual.  Aliás, dados do Facebook: 1 bilhão de pessoas visita a “rede social” por dia. Quatro anos atrás, este número era 50% menor. Uma das razões para o crescimento é que se tornou um aplicativo móvel. Esse gráfico aí do lado é o número de usuários ativos por trimestre.

 

DESENVOLVIMENTO

Netflix está desenvolvendo com a  Legendary uma nova versão de Perdidos no Espaço, o sucesso de 1965, em que a família Robinson era enviada para o espaço. A história se passava 30 anos no futuro — logo 1995… — e será a terceira versão, já que a segunda, no cinema, não foi tão bem sucedido quanto a da TV. E não é a primeira vez que Netflix faz um remake: House of Cards foi uma adaptação da versão inglesa e as sitcoms Full House e Gilmore Girls estão em desenvolvimento.

CBS está produzindo uma comédia de uma das roteiristas de Sex in The City, Jenny Bicks, e do criador de Entourage, Doug Elin. A história é sobre um casal bem sucedio que resolve formar uma família não convencional.

Lifetime desenvolvendo um musical sobre um grupo de professores de uma escola de artes (tipo Fame), além de uma minissérie com a BBC baseada no clássico Guerra e Paz, de Tolstói.

 

INSIGHTS

Maureen Dowd é uma colunista brilhante do NYTimes e esta semana fez um especial sobre sexismo com as mais importantes mulheres em Hollywood hoje em dia, de diretoras a presidentes de estúdio.

Andy Bird, Chairman da Disney International, falou ao Hollywood Reporter, dizendo que um dos sucessos da companhia internacionalmente é priorizar a marca global. E usa o exemplo do Brasil como ilustração de como se torna relevante localmente.

São tantos os rebrands ultimamente, que este update feito pela colunista do Promax, JenniFer Konnerman é uma referência…