semana de 19 de maio – “o estado das coisas” parte 1

Esta é a semana que mais se discute a televisão nos EUA, quando os canais abertos fazem seus upfronts, ou seja, apresentam a nova programação de TV para venda antecipada de publicidade, e o mercado internacional voa para Los Angeles para comprá-la diretamente dos estúdios.  Com isso, surgem uma infinidade de (boas) análises sobre a TV atual, das regras de audiência em evolução ao que vem a seguir. Selecionei alguns porque são boas leituras.

Para começar,  uma olhada na grade da nova temporada de TV, com o resumo das mudanças feito pelo Deadline.  Incrível como a integração vertical aumentou (e canais estão priorizando produção própria).  Do que está no ar, esta é uma boa compilação do AdWeek dos sucessos atuais, what’s hot. E da semana dos upfronts, as 5 tendências.

Do NYTimes: a diferença entre um sucesso e um fracasso está diminuindo. O número de espectadores que indicava o cancelamento de uma série até há pouco tempo, hoje faz com que a série ser renovada — e não é por que o nível de exigência de qualidade mudou, mas porque a audiência está muito fragmentando e a oferta é enorme. A ilustração mais clara disso é American Idol, cancelado na Fox no ano passado, mas grande investimento da ABC para o ano que vem.

No Vulture, 5 quadros impressionantes: a audiência de TODAS as séries caiu este ano. Mas o mesmo colunista põe estes números em perspectiva e questiona se audiência ainda importa da mesma maneira que até há alguns anos. Mesmo porque a audiência está indo online, mas a publicidade não.

    

Médias de 2016-17 e mudanças em relação ao ano passsado:

O sucesso de muitas séries nos dias de hoje tem vindo muito por causa do engajamento de seu conteúdo. O adjetivo mais usado ultimamente é se algo é “woke” (vem aí uma nova classificação, woke TV) Uma série é “woke” quando está em linha com o momento atual. Colbert, Kimmel, SNL e Seth Meyers porque estão cada vez mais televantes. This is Us retrata uma família negra bem sucedida. The Handmaid’s Tale, sucesso forte do Hulu sobre a hegemonia do estado sobre mulheres férteis.

Com isso em mente, talvez a maior vítima tenha sido Jimmy Fallon. E o NyTimes, traça sua trajetória: estava no topo do mundo até chegar Trump. Ao mesmo tempo, autores de política ficcional estão sofrendo porque a realidade está sendo mais criativa e mais rápida no drama (Los Angeles Times).

Quanto à TV na internet, que fez a  TV paga cair 2.4% este trimestre, algumas opções: YouTube tem 43 canais (AMC, IFC, BBC America, Sundance, WEtv, ABC, CBS, FOX, NBC, Fox News, MSNBC, mais uns 12 de esporte e três em espanhol, NBCU, Telemundo e NBCUniverso). Custa $35. Hulu custa $39.99 e tem todos estes menos os do AMC, mas tem os da Turner e Scripps, HGTV e Food Network. os outros competidores são DirectTV Now e Sling TV. Para entender como estes mini pacotes estão redesenhando o cenário da TV americana, este artigo do Wall Street Journal explica, inclusive com um bom quadro mostrando que grande grupo de mída está por trás de cada skinny bundle.

A audiência da Telemundo estava atrás da Univision por pelo menos 50 anos. Mas de uns 3-4 anos, um novo management olhou para além da tradiional telenovela e começou a ver um futuro que pode até não envolver a TV, investindo em parcerias digitais e focando na marca. Está funcionando. A matéria é do AdWeek.

No Vulture, um artigo sobre as séries baseadas em literatura, provavelmente as melhores séries no ar. O artigo também exemplifica como este tipo de série usa bem o VO, normalmente algo muito chato.

Save

Save

Save