semana de 10 julho – lealdade em época de peak TV, a volta de GoT, Emmys, Zuckerberg on tour

NA TV LINEAR e NAO LINEAR

Mais um Shakespeare chegou ao primetime esta semana, Will. Diferente da série de Shonda Rhimes, esta tem mais carisma, é mais divertida. Will , que já esteve em desenvolvimento na HBO, estreou na TNT com audiência OK. É sobre o jovem bardo e foi criada pelo mesmo roteirista de Romeo + Julieta de Baz Lurhman. 

 Na TV aberta, a CBS estreou Salvation, minissérie com tema apocalíptico porque é bem o que a gente precisa agora (SQN). Teve números medianos (5MM). O líder de audiência, America’s Got Talent (show de talentos da NBC com Simon Cowell, Heidi Klum, Mel B e Howie Mandel), que faz média de 12.6MM homenageou um candidato que morreu num acidente de carro antes de seu teste ir ao ar. E na quarta, a ABC trouxe a premiação de esporte ESPY Awards, onde quem acabou ganhando destaque foi Michelle Obama, ovacionada quando entrou no palco para apresentar um prêmio.

Now you See It é um canal de YouTube que faz ensaios em vídeo sobre assuntos ligados ao audiovisual. Sempre tem coisa interessante e esta semana eles falaram de figurino. É um bom video.

Complex, a revista digital de cultura pop, lançou esta semana uma docu-série quinzenal chamada The Culture. O primeiro episódio foi todo sobre o jovem fotógrafo Gunner Stahl.

 

NOTICIAS, MARKETING, OUTRAS PLATAFORMAS

As indicações do Emmy serviram para provar a eficência das campanhas de marketing e Handmaid’s Tale ganhou o reconhecimento (merecido porque a série é boa), com 18 indicações. No Variety desta semana, um pouco mais sobre The Handmaid’s Tale: levou mais de 5 anos em desenvolvimento.
Netflix também teve um bom número de indicações (91). HBO, como sempre, recorde (110).  SNL é o programa com maior número de indicações (22). Gordon Ramsay ganhou sua primeira indicação, o (chato) Dancing With The Stars  e Jimmy Fallon ficaram de fora. Aqui vai a lista completa.  E no Deadline, os números por programa e canal.

Para promover Sharknado 5: Global Swarming, que estreia dia 6 de Agosto, o Syfy está usando outdoors tradicionais mas também dando a chance ao usuário a protagonizar a história através de um game que usa realidade virtual e um aplicativo de foto. Quem usa o game Sharknado: ShARkmented Reality pode adicionar um Sharknado onde  estiver, bem como se armar para lutar contra ele. Já o aplicativo se chama Go Shark Yourself App e é grátis.

Os magnatas de mídia e investidores convergiram todos a Sun Valley em Idaho desde terça para a convenção anual sobre investimento na mídia de Allen & Co.

Starz, o serviço premium SVOD da Lionsgate, vai incrementar seu acervo em 40% este ano, oferecendo mais programação infantil e em espanhol, porque segundo eles, o mercado está em expansão. Starz tem 1 milhão de assinantes, foi lançado em janeiro de 2016 (seus títulos mais conhecidos são American Gods e Outlander).

Facebook vai começar a ter anúncios no Messenger. Com 1.2 bilhões de pessoas usando o aplicativo diariamente, anúncios já está sendo testados na Australia e Nova Zelândia (serão imagens na homepage). E Mark Zuckerberg, que jura não ser candidato à presidência, embarcou numa turnê de 30 estados americanos, “para conhecer pessoas comuns e entender America”. Ele pode aparecer sem avisar, como fez com um família em Ohio na quarta.

O número de assinantes de Amazon Prime cresceu rapidamente de 66 para 79 milhões desde o fim do ano passado, segundo o Recode. Isso significa que estão perto do número de assinantes de TV paga nos EUA (90.3MM) e que devem ultrapassá-lo no ano que vem.  Para por em perspectiva como todos os serviços de SVOD cresceram nos últimos 3 anos, o gráfico aí do lado, do Parks & Associates,  mostra que 59% dos lares americanos assinam Amazon, Hulu ou Netflix.O estudo revelou também que ao menos 72% de quem não assina TV paga tem um destes 3 serviços.

 

 

DESENVOLVIMENTO
George RR Martin, autor de Game of Thrones, e HBO estão desenvolvendo uma nova série de fantasia baseada no livro Who Fears Death, de Nedi Okorafor.


Bridezillas, o reality de noivas “nervosas” que virou fenômeno cultural, vai ganhar um remake no WeTv, com 10 novos episódios de uma hora para o ano que vem. O original saiu do ar em 2013. Outra série que vai voltar é The L Word no Showtime, sobre um grupo de mulheres gays em West Hollywood.

Na tentativa de estancar o derrame de audiência dos últimos anos da MTV, o novo presidente optou por produzir só realities. Esta semana, anunciou mais 3 títulos em produção: um spinoff de Catfish, Catfish: Trolls;  um reality de namoro chamado Undressed, onde os candidatos tiram a roupa um do outro logo depois de se conhecer; e um game show, Win Big.

Umbrella Academy, história em quadrinhos de Gerard Way (My Chemical Romance) e do ilustrador Gabriel Ba, está em desenvolvimento na Netflix há dois anos. Serão 10 episódios e a estréia é em 2018.  Umbrella Academy se passa nos anos 70, o presidente John Kennedy não foi assassinado e é protagonizado por uma família disfuncional de super heróis.

Michael Jackson vai ganhar uma animação criada por sua produtora, Optimum: Michael Jackson’s Halloween. Deve ir ao ar na CBS em Outubro e a trilha é com suas canções

CNN e Hulu fizeram um acordo para co-produzir 6 séries e 2 filmes. Os filmes são 9/11 Fifteen Years Later e The End: Inside the Last Days of The Obama White House. E as séries: The History of Comedy, United Shades of America with Kamau Bell, This is Life with Lisa Ling, Declassified – Untold Stories of American Spies, The Hunt With John Walsh e Crimes of the Century.

 
FOOD FOR THOUGHT

A volta de Game of Thrones domingo trouxe uma infinidade de artigos interessantes à imprensa (e a excitação é palpável, com bares em NY promovendo viewing parties). Com média de audiência é de 23 milhões e esta colunista diz que é provavelmente o único programa “evento”, quando todo mundo assiste ao mesmo tempo (como a tele-visão costumava ser…) .  Como manter a franquia?  É a discussão no Hollywood Reporter.  E no NYTimes, uma newsletter semanal.

Dois bons artigos falam sobre a questão da lealdade à uma série. Peak TV exige que o espectador tenha paciência até que fique boa. “No episódio 6 melhora”, costuma-se ouvir. Mas com tantas séries, o público nem sempre tem esta paciência. O primeiro artigo é do críticoAllan Sepinwall. O segundo é do crítico do NYTimes, que diz que “está tudo bem começar uma série no meio”.