semana de 7 de maio – google traz inovações, estreias para atrair emmys, donald glover define os EUA, ryan murphy impera a tv, NYT na TV

NA TV LINEAR E NAO LINEAR

Maio marca o fim da janela de eligibilidade para o Emmy, ou seja, boas séries estreiam a rodo.  A começar pelo Showtime que estreia domingo Patrick Melrose, minissérie com Benedict Cumberbatch baseada nos livros autobiográficos de Edward St. Aubyn (é uma comédia de humor negro). Em duas semanas, chegam à HBO Fahrenheit 451, clássico distópico de Ray Bradbury de 1951,  bem como o filme que fez sucesso em Sundance, The Tale, em linha com os tempos de #MeToo. Na Amazon, o curioso Picnic at Hanging Rock,  sobre um incidente fictício (tratado como real) onde um grupo de alunas australianas  desaparece misteriosamente. No Starz, o elogiado Vida, E Na PBS, outro clássico numa produção inglesa, Little Women.

Motherland é a última comédia de Sharon Horgan que chega aos EUA (Sundance). Estreou na quinta, é uma produção da BBC, foi indicada ao BAFTA  e, como Catastrophe e Divorce, tem estrutura, humor, drama e temas femininos tratados de forma não convencional. Julia (Anna Maxwell Martin) sempre quis que seus filhos fossem educados como ela – por sua mãe. Mas a mãe a abandonou e ela é  obrigada a fazer o serviço,  apesar do trabalho e da vida cheia de compromissos.

Desde sábado Donald Glover é o “rei da mídia” americana. Depois de apresentar um SNL épico (que teve Ben Stiller como o advogado de Trump,  Martin Short como o médico, Jimmy Fallon como o genro, Scarlett Johansson como a filha, Alec Baldwin como o próprio, Kate McKinnon como Giuliani e Stormy Daniels, a estrela pornô, no papel dela mesma), sua persona musical, Childish Gambino, lançou o vídeo mais falado (e visto) da semana, This is America. Só o NYTimes recomenda 8 leituras para entender o significado do vídeo. E quinta terminou a segunda temporada de sua comédia que continua sendo elogiada, Atlanta (FX).

E Tiny Shoulders é um bom doc sobre a equipe de comunicação e criação artística da Barbie durante o Project Dawn, com as Barbies de diferentes tipos físicos (petite, alta, curvilínea) lançadas em 2016.


NOTICIAS

Google fez esta semana seu evento anual Google I/O onde lançou suas novidades. Entre elas, 6 novas vozes serão assistentes no Android  (uma delas é de John Legend, que só vai responder para quem disser “pretty please”); novas ferramentas visuais incluem AR para Google Maps (uma mera caminhada pode virar videogame e Google poderá identificar o edificio que apareça atrás de alguém numa selfie); outra vai ajudar o gmail terminar suas frases (oh no).

Só se fala em  Facebook, mas somos completamente dependentes do Google:  para consultar sobre assuntos diversos, Google; se comunica via Gmail; se fala via Hangouts; se segue agenda via Calendar; se otimiza um site para que apareça no Google Search; se mede seu sucesso via Analytics; as vezes se usa o Chrome…  video é no You Tube (do Google). Armazenamento de documentos? Google Docs, Google Cloud. Celular?  Android

FX e Hulu garantiram a primeira janela de The Weekly, um documentario semanal produzido pelo New York Times. Estreia em outubro no FX, entrando no Hulu no dia seguinte. Serão 30 minutos com as 3 ou 4 maiores reportagens do jornal semanalmente. O NYTimes tambem pretende transformar em TV suas colunas mais populares, como Modern Love (cronicas sobre o amor), Diagnosis (sobre saúde) e a matéria de obituários de mulheres famosas.

A New York Mag está fazendo uma experiência com e-commerce inspirada em suas colunas de estilo e cultura: uma linha de camisetas com frases que são manchetes, como What do Jared and Ivanka do All Day, I Love My Curvy Wife, How I Get It Done ou Let Me Fat in Peace. Cada uma custa $24.

 

BRAINFOOD

Como esta era de ‘peak content’ afeta marcas que pagam pelo conteúdo? Há uma explosão de branded content também? A empresa de pesquisa Track Maven analisou 50 milhões de peças de conteúdo de 23 mil marcas em 6 canais digitais – Twitter, Facebook, Pinterest, Instagram, LinkedIn e  blogs. A conclusão? Até marcas precisam ser de nicho.

Como esta era de ‘peak content’ está afetando marcas que pagam pelo conteúdo? Será que há uma explosão de ‘branded content’? A Track Maven analisou 50 milhões de peças de conteúdo de 23 mil marcas em 6 canais digitais — Twitter, Facebook, Pinterest, Instagram, LinkedIn e blogs. A conclusão? Marcas também precisam focar em nichos.

O IndieWire calculou quanto tempo se levaria para assistir todos os originais de Netflix deste ano: 27 dias. Só em comédias são 56 horas.

Ryan Murphy é o homem mais poderoso da TV hoje em dia, como bem diz o (longo) artigo da New Yorker. Seu primeiro sucesso foi Nip/Tuck que ele vendeu para o FX com apenas 6 frases (e nenhum powerpoint/pdf!).